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Petróleo dispara mais de 5% e ultrapassa US$ 105 após novas ameaças de ataques dos EUA ao Irã

Por Folhapress13:30
Petróleo dispara mais de 5% e ultrapassa US$ 105 após novas ameaças de ataques dos EUA ao Irã

Cotação do petróleo Brent ultrapassou US$ 105 nesta quinta-feira (8), após reportagem apontar que Donald Trump considera novos ataques ao Irã antes das eleições legislativas dos Estados Unidos. A possibilidade de uma nova ofensiva elevou os temores de inflação e provocou quedas nas principais Bolsas mundiais.

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(FOLHAPRESS) - O preço do petróleo disparou mais de 5% nesta quinta-feira (8), e as ações despencaram diante de novos temores inflacionários, após a revista The Atlantic divulgar que o presidente dos EUA, Donald Trump, estaria considerando novos ataques ao Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato dos EUA, marcadas para novembro.

 

O barril Brent atingiu US$ 105,42 (R$ 528,74), por volta das 7h30 (horário de Brasília), uma alta de 5,21% em relação ao dia anterior. É o maior valor desde 24 de setembro, quando a cotação estava em US$ 108,23. O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, era negociado a US$ 91,96 (R$ 461,23), valorização de 4,17%.

O petróleo havia começado a semana em baixa, com os sinais de que as exportações do Oriente Médio estavam voltando aos níveis anteriores à guerra e de que os países do G7 haviam concordado em liberar parte de suas reservas de emergência.

Mas a apreensão voltou depois que dados indicaram que o regime do Irã havia intensificado os ataques a navios-tanque no estreito de Hormuz, somados a ataques dos houthis, grupo do Iêmen aliado do Irã, a aeroportos da Arábia Saudita. Para completar, o preço disparou nesta quarta-feira (7), com a ameaça dos EUA de retomar os ataques.

A revista The Atlantic informou que a Casa Branca pediu ao Pentágono que elaborasse opções para atacar instalações no Irã antes das eleições de meio de mandato. Os republicanos de Trump correm o risco de perder o controle das duas casas do Congresso, e a volta das ofensivas poderia ajudar a atrair votos.

A reportagem afirmou que a dimensão e os alvos dos ataques ainda estavam sendo discutidos, mas acrescentou que uma operação mais ampla poderia estar sendo planejada para depois da votação de 3 de novembro.

Segundo a publicação, porém, os defensores da medida não acreditam que os ataques levariam Teerã à mesa de negociações ou resultariam na reabertura de Hormuz. A intenção, segundo as pessoas ouvidas, seria demonstrar força às vésperas da votação.

A notícia de que os membros da AIE (Agência Internacional de Energia) estavam prontos para liberar mais petróleo de suas reservas pouco fez para tranquilizar os operadores preocupados.

Bolsas caem pelo mundo

A queda dos três principais índices de Wall Street na quarta-feira (7) refletiu-se no mercado asiático. O índice CSI300, que reúne as principais companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,1% e atingiu seu menor patamar desde agosto de 2025, ao fechar em 4.310 pontos.

O índice SSEC, em Xangai, desvalorizou 0,8%, enquanto o índice Star 50, voltado para o setor de tecnologia, desabou quase 5%, atingindo a menor cotação em cinco meses. A situação ocorreu na reabertura das Bolsas na China, após uma semana fechadas em virtude de um feriado.

Os outros principais mercados do continente também amargaram quedas em Tóquio (-1,42%), Seul (-2,62%), Hong Kong (-1,43%), Taiwan (-0,99%) e Singapura (-3,49%).

Wang Zhuo, sócio da Shanghai Zhuozhu Investment, afirmou que o otimismo excessivo no primeiro semestre em relação às ações de "tecnologia de ponta", como as fabricantes de chips, alimentou avaliações irracionalmente altas, mas que "as bolhas inevitavelmente estourariam".

O índice STOXX 600, referência na União Europeia, operava em queda de 1,42%, acompanhado pelas perdas nas Bolsas de Frankfurt (-1,12%), Londres (-0,61%), Paris (-1,12%), Madri (-1,52%) e Milão (-1,67%), por volta das 7h30.

Fonte: Folhapress

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